Principais universidades no mundo: entenda os rankings universitários internacionais

Todos os anos são publicados rankings universitários internacionais que avaliam o desempenho de diversas universidades ao redor do mundo.

Tais resultados formam a base para que as instituições analisem quais fatores foram positivos, quais não foram e em quais as universidades se destacaram em suas áreas de ensino.

Desse modo, os rankings não somente incitam as universidades a aumentar ou redirecionar seus investimentos, tanto de ensino como na formação docente e discente, passando pelos aspectos estruturais, assim como ajudam os estudantes a escolher uma universidade.

Cada ranking cria seus próprios critérios de avaliação. 

Contudo, em se tratando de educação, naturalmente, esses critérios irão se assemelhar, ou melhor dizendo, se alinharem uns aos outros. 

Ao se fazer a avaliação, o mais importante é entender e conhecer a metodologia de cada instituição. Caso seja necessário, cabe aos avaliadores fazerem consultas e, é claro, visitas e, sobretudo, levar em consideração itens determinantes que farão com que as universidades recebam avaliações de excelência.

Um dos pontos mais destacados em todos os rankings são as metas educacionais, especialmente, em pesquisas, excelência do corpo docente ou reputação no mercado de trabalho.

Há também o modelo de Universidade de Classe Mundial (UCM), bastante difundido pelos Organismos Internacionais (OIs), como o Banco Mundial (BM), a partir dos anos 2000.

Conheça agora alguns dos principais rankings e seus métodos para classificar as universidades

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  • Times Higher Education (THE): trata-se de um ranking criado para avaliar o desempenho universitário no cenário global e fornecer um recurso para leitores compreenderem as diferentes missões e sucessos das instituições de ensino superior.

É uma referência respeitada, em se tratando de divulgação de rankings das universidades. O THE fornece dados confiáveis ​​de desempenho em universidades para estudantes e suas famílias, acadêmicos, líderes universitários, governos e indústria, desde 2004. 

As notas dadas às instituições de ensino são baseadas nos seguintes critérios:

  • Ensino: como são o ambiente de aprendizagem, o corpo docente e a quantidade de doutores lecionando na universidade. Isso quer dizer 30% da pontuação.
  • Pesquisa: nesse item, é avaliado o número de pesquisas e a importância desses trabalhos. Isso quer dizer 30% da pontuação. 
  • Citações: se as pesquisas realizadas por determinada universidade são referências para outras universidades, ou seja, se as pesquisas são suficientemente boas e servem como referência para outros estudantes. Isso quer dizer 30% da pontuação.
  • Impacto na indústria: neste item é avaliado a capacidade da universidade em auxiliar a indústria não somente com pesquisas, mas também com inovações, invenções e consultoria. Isso quer dizer 2,5% da pontuação.
  • Internacionalidade: o que se leva em conta aqui é a quantidade de funcionários e alunos estrangeiros, além também de acompanhar o número de pesquisas realizadas com colaboradores internacionais. Isso quer dizer 7,5% da pontuação. https://www.timeshighereducation.com/
  • Academic Ranking of World Universities – (ARWU): elaborado pelo Center for World-Class Universities, esse ranking usa critérios os seguintes indicadores:
  • Premiações: se a universidade produziu alunos e funcionários agraciados com prêmios Nobel e medalhas Fields.
  • Citação dos pesquisadores: novamente aqui também esse indicador privilegia o número de pesquisadores citados pela Thomson Scientific*, ou seja, se o pesquisador se configura na lista de cientistas mais buscados por citação e referências. 

*Thomson Reuters é o novo nome e identidade corporativa da Thomson Scientific.

O Presidente da Thomson Scientific, afirma que apesar da mudança de nome e da nova identidade corporativa, continuará a oferecer a qualidade reconhecida de nossos produtos e serviços.

Assim sendo, para a área da comunicação científica, veio a criação do Institute for Scientific Information (ISI), ou seja, a ISI Web of Knowledge – uma plataforma para pesquisa abrangente, que usa a mesma interface, com várias ferramentas de análise de dados e de pesquisa, para diferentes tipos de conteúdo, tais como artigos de periódicos, anais de conferências, documentos de acesso aberto dentre outros.

  • Publicações em revistas: identifica o número de artigos que são publicados em revistas da Natureza e da Ciência.
  • Publicações de artigos: identifica o número de artigos indexados no Science Citation Index – Expanded e Social Sciences Citation Index.

Todo ano mais de mil universidades são geralmente classificadas por ARWU a cada ano e as melhores 500 são publicadas na web.

QS World University Rankings: classifica as 600 melhores universidades do mundo e é um ranking muito consultado por futuros estudantes universitários, profissionais e governos ao redor do mundo. 

Os rankings do QS são baseados em quatro pilares fundamentais: pesquisa, ensino, empregabilidade e internacionalização. https://www.topuniversities.com/  https://www.estudarfora.org.br/ (Adaptado).

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Universidade de Classe Mundial – UCM

A UCM tornou-se emblemática no quesito de desenvolvimento da capacidade de competição da educação superior, diante do mercado global. 

Segundo o BM, para se criar esse modelo de universidade, é preciso que a instituição tenha algumas características, tais como 

  • professores e alunos talentosos, independente da área, pelo menos em sua maioria, capazes de realmente ensinar, aprender, pesquisar e oferecer resultados, 
  • universidade com recursos abundantes para oferecer um ambiente propício para o aprendizado substancial e capaz de fazer, criar e conduzir pesquisa avançada,
  • modelo de governo que privilegie visão estratégica, inovação e flexibilidade, como também permita às instituições liberdade para tomar decisões e gerenciar recursos sem que para isso encontre entraves burocráticos.

Essas características são de fato o que compõem as metodologias dos principais rankings internacionais.

Isso significa que essas características devem estar alinhadas à concepção de qualidade e excelência de educação.

A UCM tem como paradigma: 

  • Pesquisa: ambos os rankings privilegiam os indicadores relacionados à “pesquisa”, a partir de prêmios, publicações em revistas de alto impacto, publicações de resultados de pesquisas em revistas indexadas e citações. O uso desse indicador evidencia a universidade como espaço prioritário no que tange à produção de pesquisa.
  • Ensino: compreende-se que o ensino deve ser avaliado de forma expressiva, levando em conta o prestígio e a produção científica.   

Perspectiva internacional: é um componente comum entre os demais índices, contudo, representa o indicador com menor peso em ambos os rankings. 

Nesse sentido, para ser considerado passível de avaliação, deve ser levado em conta o número de estudantes e professores internacionais, dentro das instituições, o número de artigos que contenham a colaboração de professores de instituições internacionais. 

Nesse viés, a internacionalização de professores e artigos científicos devem ser paralelos a outros indicadores dos rankings, como 

. qualidade do corpo docente: que também está conjugado ao processo de internacionalização, e

. investimento em pesquisa e publicações em revistas internacionais: que devem também ser considerados.

Nesse diapasão, há uma controvérsia aqui no Brasil e em alguns países da América Latina acerca do mecanismo chamado Universidade de Classe Mundial. 

De acordo com pesquisadores nacionais, a UCM, aparentemente, se refere às universidades que ocupam as primeiras posições nos rankings acadêmicos internacionais.

De acordo com a nossa investigação a respeito deste assunto, há um consenso aqui no Brasil, assim como o de instituições americanas e inglesas de que este modelo universitário, ou seja, o modelo da UCM não é viável, em se tratando de países e regiões consideradas menos desenvolvidas da América Latina.

Para a grande maioria de alunos, professores e pesquisadores em geral, não é bom saber que as universidades brasileiras não se enquadram no modelo e estão sempre com um posicionamento bastante atrás nos rankings, ainda que no Brasil haja universidades fantásticas cuja produção acadêmica é de excelência, além de ter campus perfeitos, excelentes e corpo docente, funcionários e alunos notáveis e tantos outros quesitos excepcionais. 

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Conclusão

Ao longo do artigo, apresentamos a você, estudante, como são realizados os rankings. Não é fácil prefigurar no grupo de universidades que se destaca mundialmente. Os critérios, ainda que parecidos, percorrem as esferas estruturais, físicas, humanas e, como vimos, até políticas.

Mas, vale ressaltar que, à medida que temos conhecimento da descoberta de um medicamento, especialmente, na nossa época, de vacinas. Quando estamos diante de uma obra de engenharia, quando lemos um livro fantástico e temos em mãos a tecnologia, reconhecemos quão importante é estudar. 

E isso para dizer somente de maneira geral. Se formos nos ater em casos pequenos ou simples, corajosos e persistentes, não sairíamos daqui. 

O campo da educação é imenso, a força e a vontade de estudar estão em cada um de nós.

Se você é estudante, planeja estudar fora, nossos posts são importantes, não somente este. 

Ao nos acompanhar verá o quanto temos a lhe oferecer. 

Valeu demais ter chegado até aqui. Sua vista ao nosso blog e sua participação são preciosidades para nós.
Até o próximo post. ♥♥ ♥

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