Veja as 10 melhores universidades federais 

As 10 melhores universidades federais 

As universidades públicas constituem o principal meio para entrar no mercado de trabalho, além de ser a base para a investigação científica, formação e pesquisa. 

É sabido que a educação superior é primordial ao desenvolvimento intelectual e econômico de determinado país.

No Brasil, em 1920, foi criada a primeira universidade do Brasil: a Universidade do Rio de Janeiro. De lá pra cá, inúmeros estudos e pesquisas foram realizados sobre a história da universidade brasileira, suas origens, desenvolvimento e dificuldades vividas. 

Foram muitas as tentativas de se criar uma universidade no Brasil, todavia, sem êxito, como foi o caso do período da  Inconfidência Mineira (1979), quando a  Monarquia chegou ao Brasil (1808), assim como a proposta de criação de duas universidades feita pelo próprio Imperador em 1889. 

Nesse sentido, foram muitos os esforços de criação de universidades, nos períodos colonial e monárquico. Por essa época, o Brasil só conseguiu implementar algumas escolas profissionalizantes,

Vale ressaltar que, inicialmente, seriam duas as funções da universidade: a primeira a de desenvolver pesquisa científica  e a segunda privilegiar a formação profissional.

Foram muitas décadas  para se conseguir fazer uma universidade com autonomia. Até chegar a década de 1960,  com a criação da Universidade de Brasília (UnB) que se tornou um divisor de águas, assim como foi no início da criação da USP nos anos de 1930, especialmente, com a participação do movimento estudantil o que levou à Reforma Universitária no Brasil, em 1968.

Só para se ter um ideia, entre as medidas propostas pela Reforma, se destacam:

  •  O vestibular unificado, 
  • O ciclo básico, 
  • O sistema de créditos, 
  • A matrícula por disciplina, e
  • Carreira do magistério e da pós-graduação. 

Já na década de 1990, mais uma vez a universidade se expande, em razão da Constituição Federal de 1988, que determinou a soberania universitária e a criação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Em decorrência desse processo de expansão universitária, foi criado o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES, órgão responsável por produzir índices para mensurar a qualidade do ensino,  como

  •  O Indicador de Diferença dentre os Desempenhos Observado e Esperado -IDD, 
  • O Conceito Preliminar de Curso -CPC, e 
  • O IGC, Índice Geral de Cursos, que mede o desempenho global da instituição. 

Todos esses órgãos tiveram como intenção a análise IGC das universidades públicas e privadas, a fim de identificar o desempenho das IES por região.

Hoje o panorama evoluiu, e o Brasil está na edição 2021 do ranking latino-americano do Times Higher Education – THE, configurando-se como o país com o maior número de universidades.

Para fazer a avaliação, a THE, leva em conta alguns critérios como:

  •  O número de citações de pesquisa, 
  • O grau de titulação dos professores, 
  • A transferência de conhecimento para a sociedade, e 
  • A expressividade internacional.

Como era de se esperar, a Universidade de São Paulo – USP foi considerada a melhor instituição brasileira. Isso significa que no ano anterior a instituição ocupava  o 200º lugar. Este ano, aumentou e passou a pertencer ao grupo das 201-250 melhores universidades.

Além da USP, segue a Universidade de Campinas – Unicamp, como segunda melhor IES brasileira.

Vale ressaltar que houve um acréscimo de mais seis universidades para competir nessa listagem. São elas: 

  • Universidade Federal de Sergipe – UFS,
  • Universidade Federal de Juiz de Fora -UFJF,
  • Universidade Federal do Maranhão – UFMA,
  • Universidade Federal da Paraíba -UFPB, 
  • Universidade Federal do Piauí UFPI, e 
  • Universidade Federal de Uberlândia -UFU.

Conheça as 10 melhores universidades brasileiras e sua classificação:

  1. 201–250. Universidade de São Paulo
  2. 401–500. Universidade de Campinas
  3. 601–800. Universidade Federal de Minas Gerais
  4. 601–800. Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  5. 601–800. Universidade Federal de Santa Catarina
  6. 601–800. Universidade Federal de São Paulo
  7. 601–800. Universidade Federal de Sergipe
  8. 601–800. Pontifícia Católica do Rio de Janeiro
  9. 801–1000. Universidade de Brasília
  10. 801–1000. Universidade Federal de Pelotas


Como ingressar em uma universidade federal?

Quem não sonha em fazer um curso superior numa universidade federal?  Para muitos, um sonho impossível, mas, para nós, não.

Por isso, estamos aqui para apresentar quais são as formas de ingresso numa universidade e mostrar que não é tão difícil assim. Vamos lá!

Há duas formas mais conhecidas de ingresso em curso superior, o vestibular da própria instituição e o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM.

Mas existem outras formas de ingressos. Veja só:

Vestibular próprio

Há algumas universidades federais que fazem seu próprio processo seletivo. Na UNESP, em São Paulo, por exemplo, a nota do ENEM é usada  na primeira fase do vestibular. Isso quer dizer que o candidato deve obter uma pontuação mínima no ENEM para realizar a segunda fase, que é o “vestibular próprio” da universidade. 

Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM 

Aplicado todo ano, o ENEM é aceito por boa parte das universidades federais. Contudo, apenas participar do processo seletivo, não garante a vaga. O candidato precisa se inscrever também no SISU – Sistema de Seleção Única e aguardar a lista de aprovação.

O SISU é o sistema informatizado do Ministério da Educação, no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do ENEM. Os candidatos com melhor classificação são selecionados, de acordo com suas notas no exame.

Teste de Habilidade Específica – THE

Alguns candidatos precisam de realizar a Prova de Habilidades Específicas, como é o caso dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Design, Artes, Música, Dança, Artes Cênicas e Educação Física. Trata-se de uma prova que avalia a aptidão do candidato.

A prova de Habilidades Específicas vai tratar de temas que requerem habilidade específica do candidato e irá selecionar aqueles que possuem maior capacidade de desenvolver a proposta que a graduação propõe. 

As instruções como o THE são as mesmas que a do vestibular tradicional:

  • O candidato comparece no local de prova com caneta, lápis e borracha (além de alguns outros materiais necessários, como compasso, régua, transferidor etc.), 
  • Apresenta seus RG ou CNH, e
  • Não pode portar nenhum tipo de aparelho eletrônico.

Processo de Avaliação Seriada – PAS

É a realização da prova de vestibular em etapas. Para muitos candidatos  assimilar o conteúdo de todos os anos do ensino médio  é muito difícil.

Existe para esse candidato uma forma de passar pelo processo seletivo de algumas faculdades por etapas, ou seja, o vestibular seriado. 

Essa modalidade é considerada uma das maneiras mais fáceis de passar do colegial para o ensino superior e tem ganhado a atenção dos alunos.

Para participar dessa modalidade, os estudantes se candidatam para o processo seletivo logo no primeiro ano de ensino médio, momento em que realizam a primeira etapa, seguida de outra ao final do segundo ano e a prova final ao terminar o terceiro ano. 

Processo seletivo SISU

é gratuito e acontece duas vezes ao ano. O candidato que quiser participar deve ter realizado a última edição do ENEM e não ter zerado a redação.

Será pela nota de corte, que o candidato irá ingressar nas universidades federais.

Por meio do SISU o candidato irá conhecer a concorrência por determinada vaga e quais são suas chances de se classificar.

O que é a nota de corte?

De acordo com o Ministério da Educação – MEC, a nota de corte é uma referência para ajudar o estudante a controlar sua inscrição. 

Vale dizer que estar acima da nota de corte não é garantia de aprovação, pois a nota muda durante o período de inscrição no SISU.

Mostramos a seguir quais são as notas de corte do Enem 2019: 

Para cursos mais concorridos e difíceis: 700 a 850 pontos:

  • Medicina
  • Odontologia
  • Engenharia Civil
  • Direito
  • Arquitetura e Urbanismo
  • Farmácia

Para cursos de dificuldade média: 650 a 750 pontos:

  • Nutrição
  • Psicologia
  • Cinema
  • Jornalismo
  • Enfermagem
  • Biomedicina
  • Publicidade e Propaganda
  • Administração
  • Agronomia
  • Gastronomia
  • Ciências Contábeis
  • Comércio Exterior
  • Filosofia
  • Relações Internacionais
  • Fisioterapia
  • Sistemas de Informação
  • Medicina Veterinária

Para cursos mais fáceis: 580 a 650 pontos:

  • Pedagogia
  • História
  • Geografia
  • Gestão de Recursos Humanos
  • Sistemas de Informação
  • Gestão Financeira
  • Marketing
  • Logística
  • Química
  • Física
  • Análise e Desenvolvimento de Sistemas

Quem pode participar do SISU?

Pode participar do Sisu o candidato que fez o ENEM e não zerou a redação. Durante a inscrição, o candidato pode escolher até dois cursos superiores, com a possibilidade de alterar as opções até o encerramento das inscrições. Como a nota de corte de cada curso é atualizada diariamente, o estudante deve ficar atento para não perder sua vaga.

Como funcionam as vagas nas universidade?

O Ministério da Educação – MEC informou que vai oferecer 237.128 vagas em 128 instituições de ensino públicas no Sistema de Seleção Unificada (SISU) 2020/1. Os alunos são selecionados pelas notas do Enem. 

No total, são 1.652 vagas a mais que a mesma edição do ano passado, que ofereceu 235.476 vagas em 129 universidades.

De acordo com o MEC, segue o número de vagas das universidades que serão oferecidas no SISU 2021/1: 

  • UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro: acima 9,2 mil vagas,
  • UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte: acima de 7 mil vagas,
  • UFC – Universidade Federal do Ceará: acima de 6,2 mil vagas,
  • UFCG – Universidade Federal de Campina Grande: acima de 3 mil vagas,
  • UFU – Universidade Federal de Uberlândia: acima de 3,2 mil vagas,
  • UFSCar – Universidade Federal de São Carlos/SP: até 2,9 mil vagas,
  • UFES – Universidade Federal do Espírito Santo: acima de 2,7 mil vagas
  • UFMA – Universidade Federal do Maranhão: até 2,5 mil vagas,
  • UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul: acima 1,7 mil vagas,
  • UFPR – Universidade Federal do Paraná: acima de 1,2 mil vagas.

Cursos que não entram no SISU

Geralmente, cursos que exigem habilidades específicas, como, por exemplo, Arquitetura e Urbanismo, Música e Artes, não entram na lista de cursos oferecidos no SISU, uma vez que, além de serem avaliados pelas notas do Enem, os estudantes também precisam fazer testes de habilidades ou de aptidão. Candidatos que fazem Ensino a Distância – EaD também não são oferecidos no SISU. 

Quais são os documentos necessários?

Depois da aprovação, chega a hora de fazer a matrícula. Geralmente, as universidades pedem os mesmos documentos. 

Em primeiro lugar o histórico escolar e o certificado do ensino médio. Depois são os documentos pessoais, todos originais com foto, comprovante de endereço e título de eleitor.

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